Demora na aprovação de agrotóxicos prejudica combate a pragas

Atualmente, os defensivos agrícolas representam 42% do custo de produção da cultura do algodão no Brasil, semelhante ao que ocorre em outras culturas. A cada ano, são protocolados no sistema 400 novos pedidos de registro pelas empresas fabricantes. Em 2016, desse total, apenas 277 produtos foram registrados, sendo que, destes, apenas cinco são produtos novos, que representam inovação para o controle de pragas e doenças. O restante é composto de produtos genéricos e técnicos, ou seja, que servirão de base para a formulação de novos produtos.

Segundo a representante da Anvisa, Graziela Costa Araújo, gerente geral de Toxicologia, o registro de agrotóxicos é um tripé entre a agricultura, a saúde e o meio ambiente. “A Agência vem trabalhando fortemente no sentido da revisão das normas de avaliação e classificação toxicológica no País. Outras medidas de simplificação no registro desses produtos também já foram estudadas pela Anvisa”, afirmou a gerente.

Para a diretora executiva do Sindiveg, Silvia Fagnani, é fundamental trazer a tecnologia de ponta para o nosso processo regulatório, garantindo a defesa da sanidade vegetal. Sindicatos e associação do setor já apresentaram medidas de desburocratização. “A contaminação é um problema que afeta a reputação do setor. Quem acaba pagando isso é o agricultor, a sociedade”, disse a diretora.

Fonte:FPA