Iniciativa 2,4-D vai ampliar treinamentos para o meio digital em 2018

Desde 2014 oferecendo capacitações presenciais sobre o uso da molécula 2,4-D e de boas práticas na aplicação de defensivos, a Iniciativa 2,4-D planeja expandir seus treinamentos para o digital em 2018. “Já temos o site da Iniciativa, mas queremos capilarizar mais as informações. Vamos desenvolver módulos de treinamentos digitais e levar o conhecimento para um número maior de pessoas”, diz Ana Cristina Pinheiro, coordenadora do grupo, que é formado por representantes das empresas Dow AgroSciences e Nufarm. As versões presenciais serão mantidas, mas a agenda de cidades ainda não foi fechada para o ano que vem. A Iniciativa 2,4-D brasileira é única no mundo. “Nos Estados Unidos existe uma força-tarefa 2,4-D, mas é totalmente focada em pesquisas, não tem esse lado de capacitação”, diz a coordenadora.

Com registro no Brasil desde 1960, ainda não foram encontrados casos de resistência a herbicidas à base da molécula no país, de acordo com a Iniciativa 2,4-D, apesar de Argentina e Estados Unidos já terem catalogado ocorrências. “Dificilmente o 2,4-D é usado sozinho aqui, normalmente é combinado com outros tratamentos, por isso não há pressão tão grande”, explica Mauro Rizzardi, professor da Universidade de Passo Fundo (UPF). Localmente, o 2,4-D é registrado para as seguintes culturas: soja (dessecação antes do plantio), cana-de-açúcar, pastagens, trigo, milho, aveia, centeio e arroz.

Vitor Niediedt, produtor de milho e soja em Roca Sales, RS, utiliza o produto uma vez ao ano, na dessecação de pré-plantio da soja. “Aplicamos para quebrar o ciclo, porque, se não, você acaba usando muito o glifosato”. Na Fazenda Lohmann, onde é um dos proprietários, as plantas daninhas mais comuns são a buva, trapoeraba, caruru, picão e corda-de-viola. “Nossos maiores problemas são as de folhas largas [para as quais o 2,4-D é indicado], porque as estreitas conseguimos controlar bem usando o glifosato”.

Essa alternância de herbicidas é essencial, independente do produto, reforça o professor da UPF. Segundo ele, o 2,4-D é uma opção importante para fazer parte das combinações de tratamento. “É um produto com amplitude de controle grande, tem custo baixo em relação aos demais, e eficiência interessante”. Com relação à soja, depois de feita a aplicação, é necessário esperar de 7 a 10 dias para realizar o plantio. A dose recomendada vai de 1 a 2 litros/hectare.

Fonte: Portal DBO